Carro – crédito ou locação – parte 2

Publicado em 11 de agosto de 2009 e arquivado em: Adriana e Sandro, Carro e Transporte, Compras
Escrito por Sandro - 772 visitas - 9 Comentários

logo-communauto_15ansContinuando o post anterior Carro – crédito ou locação – parte 1, faltaram as duas alternativas ao crédito: comprar um carrinho à vista ou usar os serviço do Communauto. Dependendo da poupança que você trouxer do Brasil existem várias opções de carros a bons preços para ser comprados à vista. É incrível como existem bons automóveis por preços realmente baixos, mas é claro que são mais antigos e bem rodados.

Carros (bem) usados

O mercado de carros usados aqui não é muito diferente do Brasil, você tem lojas que vendem usados, você tem lojas de semi-novos, você tem uma seção de usados nas concessionárias e há ainda a opção de comprar de um particular. Duas coisas são diferentes ao avaliar um usado aqui: a quilometragem e a corrosão.

As pessoas aqui usam o carro para grandes distâncias, viajam bastante e muitos moram na banlieue – região suburbana, nos entornos da cidade, très chic por aqui – e rodam várias dezenas de kms todos os dias. Não se espante se chegar a ver um carro de 4 anos de uso com 200.000 kms rodados.

Por outro lado a gasolina aqui é mais pura – sem mistura de álcool – e os motores maiores, portanto os motores resistem bem até uns 250.000km sem muita manutenção. Mas o preço é diretamente afetado pela quilometragem mostrada no odômetro, às vezes conta mais do que o ano de fabricação do carro.

Outro fator importante aqui é a questão da ferrugem. No inverno a neve cobre uma boa parte do carro e às vezes o carro inteiro. O sal, usado para derreter a neve, entra nos vãos do carro e a corrosão é inevitável.

Embora existam tratamentos anti-corrosão, é normal ver carros de apenas 3 anos de uso apresentando pontos de corrosão, com 5 anos ou mais esses pontos estão sempre presentes e existem carros de mais de 10 anos totalmente comprometidos pela ferrugem. Você pode ver carros na rua com pedaços da lataria corroídos pela ferrugem  e devidamente retocados com Silver-Tape, ninguém repara, os quebequenses não são vaidosos mesmo. Mas se a ferrugem atingir a estrutura do carro a lei o impede de rodar.

No fim do post algumas opções carros usados para todos os bolsos.

Communauto

A terceira opção é cadastrar-se num sistema de carros compartilhados chamado Communauto. Esse sistema permite que você pegue o carro quando quiser, previamente reservado pela internet e pague o uso por hora. Não se preocupe com a manutenção, seguro e nem mesmo com a gasolina.É uma opção interessante se você mora perto de um dos estacionamentos da rede.

Mas é importante ressaltar os pontos fracos do sistema que são:

  • o preço – é barato mas nem tanto assim, um passeio rápido (supermercado por exemplo) sai metade do preço do taxi e uma viagem de fim de semana sai metade do preço de uma locadora convencional;
  • localização – nem sempre tem um estacionamento perto de você, perto da minha casa tem dois pontos a cerca de 500 metros; no verão ok, mas andar 500 metros no frio e na neve para buscar o carro é um pouco penoso; e você tem que devolver o carro no mesmo estacionamento aonde pegou;
  • depósito – para obter os melhores preços é necessário tornar-se sócio e deixar um depósito de 500 dólares; se você desistir do serviço, a qualquer momento, esse valor é devolvido;
  • carros – os veículos são carros pequenos*, pode não ser o que você precisa para carregar a estante da sala;

* segundo o site os modelos oferecidos são os carros da Toyota:  Echo, Yaris e Matrix, os dois primeiros são considerados sub-compactos (aqui o Corola é considerado compacto) e o Matrix é um hatchback grande, ou uma wagon pequena. Porém, perto da minha casa os carros são todos Yaris.

Opções de carros baratos

9 respostas para “Carro – crédito ou locação – parte 2”

  1. Patricia disse:

    Oi Sandro!
    Utilizamos o Communauto há mais ou menos 2 anos e estamos super satisfeitos. É um meio fácil de ter um carro pra um momento ou outro sem ter todos os cuidados necessarios pra se manter um carro e também evitando “desenterra-lo” de um monte de neve no inverno exige. Na verdade escolhemos morar numa regiao perto de tudo pra nao ter que precisar de carro… quer dizer enfrentar transito.
    abs
    Pat

  2. Gustavo disse:

    E ai Sandro, fera o post, nem imaginava a existência do comunauto..

    Como é manter um carro ai? Digo, se vc mora no centro existem vagas suficientes? É tranquilo manter o carro ou é em geral uma opção de quem vive nos suburbios?

  3. Sandro disse:

    Gustavo,

    Não tenho experiência para responder as suas perguntas…

    Posso dizer sobre as vagas, em alguns pontos é bem difícil estacionar na rua, perto da minha casa é mais ou menos tranquilo.

  4. Luis Amaral disse:

    Beleza Sandro?

    Descobri o seu blog hoje, achei ótimo o post e depois vou explorar com mais calma.

    Parabéns e Um grande abraço do Rio de Janeiro. :-D

  5. Sandro disse:

    Oi Luis,

    Um abraço de Montreal tb. E obrigado por ter dado uma boa referência!

    Sandro.

  6. Ronaldo disse:

    Mto bom mesmo o post! O blog de vcs é um dos melhores que já vi. Utilidade pública hehe. Está nos favoritos já.
    Chego em Montreal dia 6 de setembro. Forte abraço de Curitiba.

    Ronaldo

  7. Junior disse:

    Olá

    Muito bom esse seu blog, está me ajudando bastante, também pretendo imigrar para Montreal

    Só uma dúvida, e os taxas e imposto sobre o carro ai no Canadá sabe como funcionam ? como nosso amado IPVA, licenciamento, seguro obrigatório, etc

    Abraços

  8. Sandro disse:

    Vamos lá… o carro é licenciado anualmente, o custo é de + ou – 260 dólares, já incluído o seguro obrigatório.

    A carteira d motorista tb é anual, e varia de 72 a 300 dólares de acordo com o número de pontos na carteira.

    IPVA não tem.

    Aqui é obrigatório ter seguro contra terceiros, além do obrigatório incluído no licenciamento e que cobre apenas danos físicos. E aprendemos a duras penas que o porte do seguro é obrigatório.

  9. Thiago disse:

    Ótima abordagem Sandro, sucesso!

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