Do trabalho para a praia
Sair do trabalho e aproveitar o fim de tarde na praia é provavelmente um privilégio de quem mora em cidades como Rio, Salvador, Florianópolis e outras cidade litorâneas. Mas porque não fazer isso em Montreal? Isso depende apenas de você rever o seu conceito de praia.
Como as coisas são meio diferentes em Montreal vale apena explicar. As praias dessa região são praias de rio ou lago, já que o litoral está a centenas de quilômetros de distância. Na cidade de Montreal existe uma praia dentro do parque Jean Drapeau, na Ilha Notre Dame, logo ao lado da curva 1 do circuito da Fórmula 1.
Colheita de morangos
A auto-colheita uma atividade muito popular em toda a América do Norte, como já descrito no post sobre a colheita de maçãs. Por alguma razão não é comum no Brasil, pelo menos nunca vi nada parecido, mesmo nos interessantes circuitos de turismo rural de Colombo e Piraquara, na região de Curitiba.
Esse tipo de passeio mostra a tendência do faça-você-mesmo e o amor pela natureza, dois traços culturais bem presente aqui no Quebec, essa é tônica presente no agroturismo e do ecoturismo na Belle Province. Se no Brasil nós já curtiámos esse tipo de coisa, aqui entramos rapidamente no esquema.
Melhores cidades do mundo para pedalar
Já faz algum tempo, o site da revista Galileu publicou um artigo sobre pesquisa sobre as melhores cidades do mundo para pedalar, a pesquisa teria sido feita por um outro site: askmen.com. De acordo com essa pesquisa, Montreal figura em quinto lugar na lista de cidades amigas da bicileta e, para minha enorme surpresa, Curitiba aparece em quarto lugar.
Mas, como assim? Será que seria isso mesmo? Como morei em Curitiba e hoje moro em Montreal, me dou ao direito de discordar do resultado dessa pesquisa.
Respeito ao ciclista
Em primeiro lugar, por maior que seja o número de ciclovias, em algum momento o ciclista terá que dividir espaço com os automóveis. Aí surge a primeira diferença, as regras de trânsito. O código de trânsito do Quebec prevê diversas situações envolvendo bicicletas e as magrelas são um dos motivos de dar-se tanta atenção ao famigerado “ângulo morto” – para mais detalhes leia este outro post.
No Brasil, um motorista que queira virar a direita num cruzamento, dá seta e entra. Pelas regras de trânsito daqui isso é uma infração, pois quando um veículo entra a direita a prioridade é de pedestres e ciclistas atravessando o cruzamento. Muitas vezes os carros param, mesmo em avenidas preferenciais para dar prioridade aos pedestres e ciclistas. Continue lendo »
O outro lado do espelho
Nos meses que antecederam a nossa saída do Brasil, nós trabalhamos com as crianças tentando mostrar as coisas boas da mudança e procurando criar afinidades com o novo país e sua cultura.
Da mesma forma, hoje nós trabalhamos com as questões ligadas ao Brasil para preservar e valorizar suas origens e manter os laços com antigos amigos e com a família. Não tinha me dando conta dessa inversão de comportamento até que um desenho animado na TV me deu um click.
Le Pissenlit
O título desse post poderia ser “Pra não dizer que não falei das flores”. Pois é esse o cenário comum na primavera de Montreal, o gramado de jardins, praças e parques ficam cobertos de flores amarelas, criando um contraste verde-e-amarelo nostálgico. Essas flores são dentes-de-leão, chamadas popularmente de “pissenlit” em francês. O interessante é que elas são consideradas ervas daninhas por jardineiros profissionais e amadores. Então resolvi compartilhar um pouco de cultura inútil sobre essas flores.
Como eu faço pra chegar no Quebec?
“L’homme de Rio” é um filme francês filmado na década de 60 no Rio e em Brasília, na época em que Brasília ainda era um grande canteiro de obras. O filme pode ser encontrado completo no youtube. No final da parte 4 existe um diálogo muito interessante, o personagem principal para em um posto policial na estrada Rio-Petrópolis e fala um monte de coisas em francês. Sem entender uma palavra, o guarda capta apenas o nome Brasília e responde: “Brasília? 50 km para lá”.
Essa cena foi um óbvio desatino geográfico, já que daquele ponto até Brasília são mais de 1.100 km. Por algum motivo, foi mais interessante fazer o filme assim, afinal a paisagem da estrada Rio-Petrópolis fica melhor na tela que o árido cerrado do planalto central. Então os produtores deram uma adaptada no mapa do Brasil, duvido algum estrangeiro tenha notado.
Como eu faço para chegar no Quebec?
Há algumas semanas, a Rede Globo publicou mais uma reportagem sobre “as maravilhas” da imigração para o Quebec. Isso, naturalmente, despertou a curiosidade de pessoas que começaram a perguntar: “como eu faço para imigrar para o Quebec?”. Não existe uma resposta curta, mas sempre há o risco de começar a viagem pensando que caminho é mais curto do que é. É preciso colher o máximo de informação para traçar bem a sua rota. Continue lendo »
O que é qualidade de vida? – Parte 2
Essa é continuação do post anterior. Na parte dois, comento os aspectos que, segundo a Organização Mundial de Saúde, definem a qualidade de vida de um indivíduo. Se você também já imigrou, convido você a comentar as mudanças em cada um desse domínios, pois certamente a sua experiência é diferente da minha. Para rever a lista de domínios medidos pela OMS dê uma olhada na parte 1.
Acredito que os domínio 1 e 3 (Domínio Físico e Nível de independência) não são diretamente afetados pela imigração, quantos aos outros, valem alguns comentários. Continue lendo »
O que é qualidade de vida? – Parte 1
Quase todo imigrante, ou candidato à imigrante, já falou a frase “estou em busca de qualidade de vida”. Eu não só ouvi isso mil vezes como também disse isso muito. Mas o que seria então qualidade de vida? Como podemos medir a qualidade da nossa vida atualmente para compará-la com o passado ou com o futuro?
Para justificar a nossa certeza de que a vida vai ser muito melhor ao mudar de país, geralmente usamos o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – adotado pela ONU para medir o desenvolvimento de um país ou uma região. Esse índice mede critérios como: expectativa de vida, educação e renda. Segundo esse índice, o Canadá dá uma goleada no Brasil sendo o 8º do ranking, enquanto o Brasil vem em 73º lugar – dados de 2010. Continue lendo »
Emploi Québec – Ajuda governamental pra arrumar emprego
Pensando na vida e na minha carreira, secretária executiva, fiz umas pesquisas no site do emploi québec, perfil, salários, possibilidades de crescimento e satisfação pessoal, cheguei a conclusão que não quero mais trabalhar nessa área. Cada um tem suas razões pessoais pra trocar de carreira, eu particularmente não estou disposta a continuar num ritmo de trabalho que não tem muito horário fixo, porque aqui também acontece a mesma coisa que no Brasil. O horário da secretária é o mesmo do chefe, independente se o contrato diz que é das 8h00 às 17h00. Já que eu tenho a possibilidade de mudar de vida, porque não?
Bom, resolvi ainda assim testar os serviços do emploi quebec, só pra me certificar se as pesquisas que fiz tem dados confiáveis e porque não me informar diretamente com a fonte como é o mercado de RH, meu alvo. Continue lendo »
Dois anos no Canadá
No último mês de março completamos dois anos nessa louca aventura migratória. Tenho certeza que muitos gostariam de ler aqui um balanço completo da imigração com todos os prós e contras. Lamento não poder atender a essa expectativa, pois ainda somos recém chegados.
Isso mesmo, para todos os órgãos que trabalham com imigração, tantos os governamentais como as ONGs, dividem os imigrantes em três faixas: de 0 a 5 anos são os recém-chegados, de 5 a 10 anos em adaptação, e 10 anos em diante os integrados. Em outras palavras, estamos apenas engatinhando num processo de adaptação que vai durar ainda muito tempo. Continue lendo »








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